Uma nova Amizade
No feriado de 15 de novembro, voltava de nadar no rio com meu marido, meu filho e minha nora, quando encontrei uma caixa jogada na rua, e dentro estavam dois filhotinhos de pomba. Uma delas tinha o biquinho completamente deformado e imaginei que não poderia se alimentar sozinha. Com pena de deixá-las ali, e serem alvo da maldade de algum ser humano, ou mesmo ser atacados por animais; resolvi levá-las para casa.
Cuidei delas com todo carinho e atenção, mesmo assim a que tinha o biquinho deformado acabou morrendo. A outra, que coloquei o nome de Miquelina (em homenagem à primeira pombinha que tive e que ganhei da minha madrinha), está crescendo à cada dia.
O tempo foi passando e já estava na hora da pombinha voar. Mas como? Quem iria ensinar?
Resposta: - Eu.
Foram quase duas semanas de aulas, Só faltou eu subir numa árvore e bater os braços como se fossem asas. Mas a minha dedicação deu certo. Aos poucos ela foi tomando coragem e voando dos galhos de árvores em que eu a colocava. Cada vez mais altos. E o alvo de pouso era sempre minha cabeça.
Deixava a porta da gaiola aberta, caso ela quisesse sair, e para minha surpresa, ela saia para dar uma voltinha e sempre voltava para a gaiola.
O que é mais emocionante e gratificante, é que agora ganhei uma nova amiga. Todos os dias de manhã ela espera eu ir para o pomar e só depois sai para seus longos voos. No final da tarde ela volta, me enche de carinho (esfregando seu biquinho por toda minha mão e fazendo muito barulho). Isso quando no meio da manhã ou da tarde sou literalmente atacada com seus carinhos. Depois volta para sua gaiola e espera um novo amanhecer para começar novas aventuras.
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